A OpenAI está sendo processada nos Estados Unidos após o ChatGPT ser acusado de orientar o autor de um ataque ocorrido em 2025 na Universidade Estadual da Flórida.
A ação judicial foi apresentada pela viúva de Tiru Chabba, uma das duas pessoas mortas no tiroteio em massa realizado no campus da universidade, em Tallahassee, capital da Flórida.
Além disso, segundo os autores do processo, o chatbot teria fornecido informações ao atirador sobre local, horário, tipo de arma e munição mais adequados para maximizar o número de vítimas.
Processo acusa OpenAI de negligência
De acordo com os promotores, o ChatGPT teria orientado Phoenix Ikner sobre qual área da universidade permitiria causar mais mortes e quais armas seriam mais eficazes em curta distância.
“A OpenAI sabia que isso aconteceria. Já aconteceu antes e era apenas uma questão de tempo até acontecer de novo”, afirmou Vandana Joshi, viúva da vítima, em comunicado divulgado nesta última segunda-feira (11).
O processo foi protocolado no domingo (10) em um tribunal federal americano.
Nesse sentido, Phoenix Ikner responde por duas acusações de homicídio em primeiro grau e várias acusações de tentativa de homicídio pelo ataque ocorrido em abril de 2025.
Os promotores pretendem pedir pena de morte. O acusado se declarou inocente.
OpenAI nega responsabilidade
Em nota enviada à Associated Press, o porta-voz da OpenAI, Drew Pusateri, negou qualquer responsabilidade da empresa.
“Neste caso, o ChatGPT forneceu respostas factuais a perguntas com informações amplamente disponíveis em fontes públicas na internet e não incentivou nem promoveu atividade ilegal ou prejudicial”, afirmou.
Separadamente, a procuradora-geral da Flórida informou em abril que abriu uma investigação criminal rara envolvendo o ChatGPT. Isso, para apurar se o sistema forneceu orientações ao atirador.
Pressão sobre empresas de IA aumenta
O caso se soma a uma série de processos movidos contra empresas de tecnologia e inteligência artificial nos Estados Unidos.
Nos últimos meses, ações judiciais têm questionado o impacto de plataformas digitais e chatbots sobre saúde mental, comportamento e segurança pública.
Além disso, em março, um júri em Los Angeles responsabilizou a Meta e o YouTube por danos causados a crianças usuárias dos serviços.
Já no Novo México, outro júri concluiu que a Meta ocultou informações sobre exploração sexual infantil em suas plataformas.
Por fim, especialistas avaliam que o avanço da inteligência artificial generativa tende a aumentar a pressão regulatória sobre empresas do setor nos próximos anos.






