Apesar de o governo considerar que o episódio do ataque de hackers à C&M, empresa que faz a conexão de fintechs e outras instituições de pagamento com o Banco Central, não abalou a imagem do PIX, as regras para atuação com o sistema de pagamento instantâneo serão apertadas.
Segundo fontes ouvidas pelo PlatôBR, algumas mudanças já aprovadas pelo Banco Central no ano passado que estão entrando em vigor agora e, outra, no início do ano que vem, já atuam no sentido de aumentar o rigor das instituições que operam com o Pix. Porém, a avaliação será possível fazer mais a partir do aprendizado obtido com este episódio.
“O patrimônio mais valioso do arranjo de pagamento é exatamente a confiança que o usuário tem nele”, diz um interlocutor oficial, ressaltando ainda que, como nenhum usuário final do Pix foi afetado neste ataque cibernético, e também não há uma crise de liquidez, o episódio não arranha a imagem do produto nem há motivos para as pessoas terem desconfiança a partir de agora. Entretanto, admite que “houve um elo da cadeia que se mostrou frágil” e, por conta disso, uma reflexão sobre as lições aprendidas vai gerar os novos aprimoramentos. “Certamente vamos aumentar, e muito, a diligência”, diz.
O ataque à C&M está sendo considerado o maior da história recente do sistema financeiro brasileiro e já fez com que três instituições que operavam com Pix fossem desligadas. E esse número ainda poderá aumentar com o andamento das investigações. A política já prendeu um suspeito, confirmando informação antecipada pelo PlatôBR de que colaboradores ligados à empresa poderiam estar envolvidos, já que o nível de exigência de instituições que operam no SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos) incluem várias camadas de segurança que exigem conhecimentos específicos.






