A corrida global por minerais estratégicos ganhou um novo capítulo com a aquisição da mineradora brasileira Serra Verde pela americana USA Rare Earth, em um negócio avaliado em cerca de US$ 2,8 bilhões. A operação envolve a única mina de terras raras em produção comercial no Brasil, localizada em Goiás, e reforça o interesse dos Estados Unidos em reduzir a dependência da China nesse mercado considerado vital para tecnologia e defesa.
Segundo informações divulgadas pela empresa e repercutidas pelo Capital Reset, a Serra Verde já vinha sendo tratada como ativo estratégico internacional. Em fevereiro, a companhia recebeu US$ 565 milhões em financiamento da Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC), com recursos voltados à expansão da produção e reestruturação financeira.
As terras raras são essenciais para a fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, chips, baterias e equipamentos militares. Atualmente, a China domina grande parte da cadeia global de produção e processamento desses materiais, o que tem levado Washington e aliados a buscar novas fontes de fornecimento. Nesse contexto, a compra da Serra Verde representa um movimento geopolítico relevante.
A mina Pela Ema, controlada pela Serra Verde, é considerada uma das poucas fora da Ásia capazes de fornecer em larga escala quatro elementos magnéticos altamente demandados pela indústria. A expectativa é que o ativo tenha papel importante no abastecimento ocidental nos próximos anos.
O fechamento definitivo da transação ainda depende de aprovações regulatórias, mas a negociação já é vista pelo mercado como uma das maiores do setor de minerais críticos em 2026.






