Por determinação da Organização Marítima Internacional (IMO), a meta de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEEs) deve ser de 70% até 2050.
- Atualmente, o transporte marítimo é responsável por 3% das emissões globais de GEEs.
Diferentes empresas do setor naval estão trabalhando em alternativas sustentáveis e soluções que podem garantir a conquista.
No caso da Trafigura, uma das iniciativas mais recentes foi a realização da pesquisa que indica que mais de 200 mil barris diários de fuelóleo poderão ser consumidos por petroleiros devido a desvios na rota para o Cabo da Boa Esperança.
Quais as soluções encontradas pela Trafigura?
Percebendo a urgência, a empresa já tomou iniciativa com as seguintes ações:
- – Encomenda de quatro navios de transporte de gás que operarão com amoníaco de baixo teor de carbono
- – Adoção de ferramenta da RightShip pelo Porto Sudeste, permitindo a mensuração das emissões de GEE do escopo 3
- – O Porto Sudeste se comprometeu a reduzir em 50,4% as emissões de GEE dos escopos 1 e 2 até 2033, em comparação aos níveis de 2021.
“Com a parceria com a RightShip, podemos obter dados precisos e percepções valiosas para medir as emissões das embarcações no porto e criar estratégias eficazes para reduzir nossa pegada ambiental”, diz Ulisses Oliveira, Diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade na Porto Sudeste.
Outra importante alternativa para a descarbonização do setor é o gás natural
O relatório LNG Outlook 2024 aponta que o GNL é uma das principais alternativas aos combustíveis convencionais, com uma expectativa de aumento de 114% na quantidade de navios movidos a esse tipo de energia.
A Macaw Energies, com suas soluções de baixo carbono, transforma gases que seriam queimados durante a extração de petróleo em GNL, utilizando a tecnologia F2X para capturar metano e convertê-lo em LiquidFlare.
Filipe Bonaldo, sócio-diretor da A&M Infra, acredita que o caminho para a descarbonização está no uso dos biocombustíveis.
“A descarbonização dos transportes é uma rota sem volta. O setor marítimo, assim como o de aviação e transporte terrestre, necessita de soluções para reduzir suas emissões. No Brasil, temos uma alta capacidade de produção de biocombustíveis e biodiesel, que ainda são subutilizados em relação ao seu potencial. No curto prazo, os biocombustíveis se mostram como a alternativa mais viável”, conclui Bonaldo.






