O BTG Pactual assinou um acordo para a aquisição do Digimais, instituição controlada por Edir Macedo. A conclusão da operação, no entanto, ainda depende de etapas conduzidas pelo Fundo Garantidor de Créditos.
Segundo apuração de mercado, o BTG já formalizou uma oferta inicial pelo banco digital, mas o desfecho não é garantido.
Isso porque o FGC deve convocar um leilão nos próximos meses, abrindo espaço para a entrada de outros interessados.
FGC pode destravar operação
A transação deve contar com apoio do FGC, que pode conceder um empréstimo para viabilizar o negócio. O fundo, responsável por proteger depósitos e auxiliar instituições financeiras, passou recentemente por mudanças regulatórias que ampliaram sua atuação em situações de estresse no sistema.
Entre as novas regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), está a possibilidade de antecipar contribuições dos bancos e realizar cobranças extraordinárias, além de acelerar o pagamento de garantias.
Digimais enfrenta crise e busca saída
O Digimais vem sendo monitorado pelo Banco Central e enfrenta dificuldades financeiras desde a pandemia, com aumento da inadimplência e necessidade recorrente de
A instituição chegou a apresentar um plano de reestruturação em 2025 e buscava alternativas estratégicas, incluindo a venda do negócio. Tentativas anteriores, como negociações com investidores e outras instituições, não avançaram.
Dados do BC mostram que o banco possuía cerca de R$ 9,3 bilhões em ativos e patrimônio líquido de R$ 420 milhões até setembro do ano passado.
Linha do tempo da negociação
As conversas entre BTG e Digimais já vinham ocorrendo há meses. Em março, o banco de investimentos estava em negociação avançada para a compra, mas sem definição de valores.
Agora, com a assinatura do acordo, o processo entra em fase mais concreta, ainda que condicionado ao leilão e à estruturação via FGC.
Movimento reforça consolidação no setor
A possível aquisição ocorre em meio a um movimento de consolidação no sistema financeiro, com grandes instituições ampliando presença em nichos como crédito consignado e financiamento.
Por fim, caso seja concluída, a operação pode reforçar a estratégia do BTG de expansão em serviços bancários e crédito, além de absorver uma base já existente de clientes e ativos.






