As chuvas registradas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil reduziram a oferta de etanol nas últimas semanas e contribuíram para a alta dos preços do biocombustível nas usinas paulistas. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgada nesta última segunda-feira (29).
Com a interrupção temporária das atividades industriais em algumas unidades, a disponibilidade do produto diminuiu, pressionando as cotações para cima.
Etanol registra terceira alta consecutiva
Segundo o levantamento do Cepea, o indicador do etanol hidratado alcançou média de R$ 2,2618 por litro na semana passada, valor livre de ICMS e PIS/Cofins. O preço representa alta de 0,84% em relação à semana anterior.
Enquanto isso, o etanol anidro foi negociado, em média, a R$ 2,5509 por litro, avanço de 0,78% no mesmo período.
Além disso, esta foi a terceira semana consecutiva de valorização do etanol comercializado pelas usinas de São Paulo, principal estado produtor e consumidor do combustível no país.
Chuvas interromperam operações nas usinas
De acordo com o Cepea, as precipitações dificultaram o ritmo de processamento da cana-de-açúcar e provocaram paralisações temporárias nas unidades industriais.
Com menor oferta disponível, as usinas passaram a elevar os preços praticados nas negociações.
“As usinas tiveram dificuldade em seguir com as atividades industriais por conta das paralisações causadas pelas chuvas. Assim, os preços ofertados aumentaram”, destacou o centro de pesquisas.
Distribuidoras mantêm postura cautelosa
Por outro lado, as distribuidoras seguiram atuando com cautela nas negociações.
Segundo o Cepea, o setor acompanha o desempenho da safra 2026/27, que tem expectativa de registrar produção recorde de etanol.
Dessa forma, embora as chuvas tenham provocado restrições momentâneas na oferta e sustentado os preços nas últimas semanas, a perspectiva de maior produção ao longo da safra continua limitando movimentos mais intensos de valorização do biocombustível.






