As empresas de petróleo e gás da Noruega revisaram para cima suas estimativas de investimentos para 2026, reforçando a confiança na continuidade dos projetos de exploração e produção no país. De acordo com uma pesquisa trimestral divulgada pela Statistics Norway (SSB), os investimentos previstos para o próximo ano passaram para 266 bilhões de coroas norueguesas (cerca de US$ 28,6 bilhões), acima da projeção anterior de 255 bilhões de coroas apresentada em fevereiro.
Apesar da revisão positiva, o volume de investimentos ainda deverá ficar abaixo do recorde estimado para 2025, quando o setor prevê aplicar 273 bilhões de coroas norueguesas. A desaceleração é atribuída ao encerramento de grandes projetos aprovados durante o período de incentivos fiscais implementados pelo governo em 2022 para estimular o desenvolvimento de novos campos offshore.
Segundo a SSB, parte da melhora nas perspectivas para 2026 está relacionada à decisão da ConocoPhillips e de suas parceiras de investir cerca de 20 bilhões de coroas até 2028 na reativação de três campos localizados na região do Grande Ekofisk, no Mar do Norte. O projeto deverá contribuir para manter a produção de petróleo e gás em níveis elevados nos próximos anos.
A pesquisa também mostrou uma revisão para cima das estimativas de investimento para 2027, que passaram de 201 bilhões para 207 bilhões de coroas. Ainda assim, o órgão de estatísticas avalia que a quantidade de novos projetos aprovados dificilmente será suficiente para impedir uma queda mais acentuada dos investimentos a partir de 2027, à medida que grandes empreendimentos forem concluídos.
A Noruega permanece como um dos principais produtores de petróleo e gás da Europa, com uma produção superior a 4 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O governo norueguês continua defendendo a manutenção da indústria petrolífera por várias décadas, ao mesmo tempo em que busca avançar na transição energética e reduzir as emissões de carbono.
Analistas avaliam que a revisão das projeções demonstra a resiliência do setor energético norueguês, mesmo diante da volatilidade dos preços do petróleo e das pressões por descarbonização. No entanto, alertam que o ritmo de investimentos deverá perder força gradualmente após a conclusão dos grandes projetos atualmente em execução, tornando a aprovação de novos campos essencial para sustentar a atividade da indústria no longo prazo.






