A Oi anunciou nesta terça-feira um acordo com o BTG Pactual para levantar US$ 300 milhões em um novo DIP (debtor-in-possession), modalidade de financiamento extraconcursal em que os credores têm preferência na fila de pagamento. O DIP será um empréstimo de curto prazo para garantir liquidez à companhia até sair o dinheiro novo que a companhia já negocia com os credores para financiar as operações no médio e longo prazos apurou o Pipeline.
Os recursos deste empréstimo serão usados para pré-pagar o DIP de US$ 200 milhões obtido em abril junto a um grupo de bondholders, que detém títulos com vencimento em 2025. Ainda faltava uma tranche desse empréstimo, de US$ 75 milhões, que estava prevista para sair até 7 de setembro, e não será desembolsada diante do acordo com o BTG.
Isso porque este DIP oferece condições mais vantajosas que o financiamento anterior. Ao BTG, vai pagar uma taxa de 13% ao ano, sendo 6% em “payment-in-kind” (PIK) — juros incorporados ao principal e pagos somente no vencimento da dívida — e 7% em dinheiro. Incluindo fees e taxas, representa um custo total de 20% ao ano, enquanto o custo total do empréstimo anterior era de 23% ao ano.
O DIP tem vencimento em dezembro de 2024 e terá como garantia 95% das ações detidas pela Oi na empresa de fibra óptica V.tal, onde o BTG é sócio.
A Oi continua negociando com os credores a captação de até R$ 4 bilhões ou US$ 750 milhões, o que for maior conforme o câmbio, por meio de novo DIP a ser desembolsado em 2024 e terá como garantia participação da Oi na V.tal e na ClientCo, conforme previsto no novo plano de recuperação judicial da empresa.
Os recursos do empréstimo que ainda está sendo negociado serão usados para pagar o DIP com o BTG e financiar as operações da companhia no médio e longo prazos. A ideia da Oi é pagar o DIP de curto prazo assim que aprovar o plano de recuperação com os credores.
A empresa espera apresentar a versão final do plano até o quarto trimestre deste ano. Em março, a Oi apresentou o segundo pedido de recuperação judicial com uma dívida total de R$ 43,7 bilhões.
Fonte: Pipeline






