• Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos
    • Brasil
    • Exterior
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG
  • LOJA
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Nordeste Investing
Sem resultados
Ver todos os resultados
Início Investimentos

A política tem impacto sobre os juros, o dólar e a Bolsa? Descubra como aplicar seus recursos em ano de eleições

Carla Santiago por Carla Santiago
25 de março de 2026
em Investimentos
A política tem impacto sobre os juros, o dólar e a Bolsa? Descubra como aplicar seus recursos em ano de eleições

Reprodução

75
compartilhamentos
1.2k
visualizações

A pauta econômica costuma render debates relevantes durante a corrida eleitoral. Enquanto os candidatos sinalizam a política macroeconômica que deverá ser colocada em prática, os investidores tentam ler sinais que indiquem onde podem ganhar mais (ou evitar perdas) de acordo com cada cenário. No geral, a dúvida que paira no ar é: como se proteger da volatilidade e tirar maior proveito da situação?

Em 2026, o Brasil deverá registrar uma queda na inflação e na taxa básica de juros, aliado a um cenário internacional de desvalorização do dólar. Esse combo tende a impactar o câmbio, a curva de juro e o fluxo de capital estrangeiro, e as incertezas trazem maiores prêmios de risco — ou seja, quem se arrisca mais, tende a obter maior retorno.

‘Investir em ano eleitoral exige método’

Na avaliação de Priscilla Cacavallo, gerente da Daycoval Investe, o ano eleitoral adiciona uma camada extra de incerteza ao mercado, que se soma às variáveis tradicionais da economia.

Mais do que o resultado da eleição em si, o que efetivamente move os preços é a percepção sobre a condução futura da política econômica, especialmente no campo fiscal – ou seja, nos gastos do governo.

“Não devemos enxergar esse período como um risco extremo, mas como um ciclo que exige estratégia e clareza sobre o papel de cada classe de ativo. Investir bem em ano eleitoral passa, necessariamente, por método”, afirma.

E, ao se referir a método, Cacavallo sugere que o investidor comece pelo básico: conheça seu perfil e sua necessidade de liquidez.

Um estudo da XP indica que, historicamente, quatro vetores atuam sobre a volatilidade em anos eleitorais: choques globais, como a crise da dívida europeia em 2010 ou a guerra Rússia-Ucrânia em 2022; ruídos locais com impacto macroeconômico, como a greve dos caminhoneiros em 2018 ou as discussões fiscais em 2022; mudanças abruptas no cenário eleitoral, como a entrada inesperada de candidaturas competitivas, caso de Marina Silva em 2014 e, em menor escala, Fernando Haddad em 2018; e discrepâncias entre pesquisas e resultados efetivos das urnas, com 2014 sendo o exemplo mais emblemático.

Prepare-se para a oscilação

Diante desse cenário, as decisões de investimento devem focar mais nas oscilações (e em como se blindar delas) do que na tentativa de prever o resultado das urnas. Isso ajudará o investidor a atravessar este período com consistência, segundo Cacavallo.

O primeiro reflexo desse ambiente aparece na volatilidade. Pesquisas eleitorais, discursos e sinalizações de programas de governo passam a influenciar preços de forma mais intensa, provocando movimentos rápidos e, muitas vezes, assimétricos.

Neste período de corrida eleitoral, o mercado se torna mais reativo às manchetes e menos tolerante a ambiguidades, o que reforça a importância da disciplina. Mas, como isso funciona?

O câmbio vai variar, saiba como aproveitar

Os investimentos não mudam devido ao candidato, mas sim devido às expectativas quanto à condução da economia que determinados candidatos representam.

Dúvidas sobre o compromisso com o equilíbrio fiscal tendem a pressionar o dólar, enquanto sinais de responsabilidade e previsibilidade geram alívio rápido. Não por acaso, movimentos cambiais em anos eleitorais costumam anteceder ajustes mais amplos em outros ativos, explica Cacavallo.

“O câmbio costuma ser o primeiro ativo que reage ao aumento de incertezas políticas”, afirma Cacavalho.

Para se proteger, o investidor pode buscar a diversificação internacional. Cacavalho explica que isso pode ser feito com ativos diretamente no exterior, fundos cambiais que o investidor encontra nas plataformas aqui no Brasil – com valor mínimo de aplicação próximo de R$100,00, por meio de BDRs – e até mesmo via ETF, como o DOLA11, que replica o índice futuro de dólar.

“Para aproveitar as oscilações, é preciso cautela. O câmbio é um ativo de difícil previsão e muito sensível a ruídos. Movimentos bruscos podem abrir oportunidades táticas, mas isso faz mais sentido para investidores com perfil mais arrojado e visão de curto prazo. De forma geral, o câmbio deve ser tratado mais como instrumento de proteção e diversificação do que como aposta direcional. Em ano eleitoral, ele ajuda a equilibrar risco, mas não deve concentrar estratégia”, sugere.

Navegue na curva de juros

A curva de juros mostra a rentabilidade de um investimento versus o prazo de vencimento deste ativo. Na essência, ela reflete as expectativas do mercado sobre inflação, crescimento e trajetória fiscal.

Se o mercado vê maior probabilidade de inflação à frente, a curva de juros tende a “abrir” (inclinar para cima). Isso significa taxas de juros mais altas para prazos mais longos e menores para prazos mais curtos. Isso porque o mercado antecipa que, com inflação mais alta, será preciso subir a taxa básica de juros, o que aumenta as taxas futuras. O contrário ocorre quando há uma projeção de inflação mais controlada.

Aqui, o ponto central não é o resultado da eleição, pontua Cacavallo, mas os projetos econômicos e a sinalização sobre a gestão fiscal nos anos seguintes – um debate que hoje está no centro da agenda no Brasil e no mundo.

“Quando o mercado enxerga compromisso fiscal e previsibilidade, a curva tende a melhorar, especialmente nos vértices mais longos, com expectativa de juros estruturalmente mais baixos à frente. Por outro lado, sinais de menor disciplina fiscal pressionam as taxas longas, encarecendo o custo do capital”, afirma.

Essa leitura de cenários, aliado ao perfil do investidor e às necessidades de resgate do investimento (prazo de liquidez), pode permitir mudar estratégias ao longo do ano, observando tendências futuras.

Se um investidor tiver um título longo atrelado à inflação, como o Tesouro IPCA+ 2045, por exemplo, ele pode ficar atento a oportunidades.

“Os títulos indexados ao IPCA ou Pré-fixados podem sofrer variações quando estamos falando da marcação a mercado – dinâmica de calcular o quanto está valendo aquele ativo no dia (d+0) caso o investidor vá fazer a compra ou a venda. Para investidores que possuem o título na carteira, mas pretendem carregar até o vencimento, estas variações não irão impactar o resultado final”, afirma.

Por outro lado, as oscilações geram oportunidades de se desfazer do papel e colocar “dinheiro no bolso”. Cacavalho que se as taxas longas sobem por aumento de percepção de risco fiscal ou incerteza política, o preço do título cai no curto prazo. “Isso não significa perda definitiva, desde que o investidor leve o papel até o vencimento e este pode até ser um bom momento para comprar mais”, explica.

Já se as taxas longas caem, o movimento é inverso e pode ser um bom momento de realizar ganhos e sair da posição. “A decisão de se desfazer ou não depende do horizonte. Se o título foi comprado com planejamento e está alinhado ao prazo do objetivo, a volatilidade é parte do caminho. Para quem estiver desconfortável com a volatilidade, é prudente ajustar a alocação e equilibrar com ativos pós-fixados ou então reduzindo o prazo dos títulos”, afirma.

Bolsa: oportunidades em setores sólidos

Na Bolsa de Valores, o impacto raramente é homogêneo. Setores mais sensíveis ao ciclo doméstico e à política econômica tendem a sofrer mais, enquanto empresas de maior qualidade, com balanços sólidos e geração de caixa previsível, costumam se destacar em ambientes de maior incerteza.

Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos, sugere investimentos em ativos de utilidade pública, como saneamento, energia elétrica e telefonia, além dos bancos.

Outras oportunidades podem aparecer em empresas “maduras e com forte geração de caixa”, afirma Perri, sem citar nomes específicos.

Proteção ou oportunidade?

Considerando todo o cenário, os anos eleitorais não são ruins para investir, mas exigem estratégia, diversificação e disciplina.

Segundo Cacavallo, a “chave” está em equilibrar proteção e oportunidade, mantendo foco em fundamentos e evitando decisões pautadas exclusivamente pelo ruído político de curto prazo.

Para o perfil conservador, o foco deve ser preservação de capital, com maior peso em pós-fixados e inflação, evitando alongar demais o prazo da carteira em momentos de maior incerteza.

O moderado precisa equilibrar proteção e oportunidade, mantendo uma base defensiva em renda fixa, mas preparado para aproveitar distorções pontuais na bolsa

Já o arrojado pode usar a volatilidade a favor, buscando empresas com fundamentos sólidos, mas sempre com diversificação e gestão de risco.

Independentemente do perfil, Cacavallo destaca alguns pontos que merecem atenção: trajetória fiscal, sinalizações sobre política econômica, comportamento da curva longa de juros e fluxo estrangeiro. “São esses fatores que realmente mexem com os preços. Em ano eleitoral, disciplina pesa mais do que opinião”, afirma.

A lógica proposta por Priscilla Cacavallo parte de uma ordem clara de prioridades. Primeiro, é preciso pensar em proteção: ajuste de liquidez, travamento de reservas e revisão da proporcionalidade entre pós-fixados, prefixados e papéis atrelados ao IPCA.

Depois, oportunidade, quando a volatilidade amplia pontos de entrada e setores passam a precificar incertezas de forma exagerada.

“Um bom investidor não foge da volatilidade. Ele a utiliza com inteligência”, resume.

A travessia eleitoral tende a separar movimentos táticos de estratégias duradouras e a alocação vencedora será aquela capaz de proteger capital sem abrir mão das assimetrias que surgem quando o mercado exagera nas incertezas.

Tags: Análise de MercadoEleiçõesinvestimentos

Posts Relacionados

Apesar do rali em Nova York, as bolsas asiáticas encerraram o dia próximas à estabilidade, influenciadas pela alta do petróleo

por Carla Santiago
22 de setembro de 2026
0
Apesar do rali em Nova York, as bolsas asiáticas encerraram o dia próximas à estabilidade, influenciadas pela alta do petróleo

As bolsas asiáticas fecharam perto da estabilidade nesta terça-feira (22), em meio à recuperação dos preços do petróleo após perdas recentes e...

Ler maisDetails

O crescimento dos investimentos em ativos fixos, excluindo a IA

por Carla Santiago
22 de setembro de 2026
0
O crescimento dos investimentos em ativos fixos, excluindo a IA

O crescimento dos investimentos em ativos fixos tem apresentado forte divergência entre os setores da economia, com os gastos relacionados...

Ler maisDetails

As ações da América Latina estão em alta, enquanto as moedas exibem um desempenho misto. Os investidores avaliam as perspectivas de paz entre os Estados Unidos e Irã, além de aguardarem a divulgação de dados econômicos

por Carla Santiago
22 de setembro de 2026
0
As ações da América Latina estão em alta, enquanto as moedas exibem um desempenho misto. Os investidores avaliam as perspectivas de paz entre os Estados Unidos e Irã, além de aguardarem a divulgação de dados econômicos

Os mercados acionários da América Latina operaram em alta nesta última segunda-feira (21), acompanhando o movimento positivo dos ativos de...

Ler maisDetails

Wall St encerra com expressiva valorização, à medida que o otimismo em relação à IA retorna e os rendimentos dos títulos do Tesouro diminuem

por Carla Santiago
22 de setembro de 2026
0
Wall St encerra com expressiva valorização, à medida que o otimismo em relação à IA retorna e os rendimentos dos títulos do Tesouro diminuem

Wall Street encerrou a sessão desta última segunda-feira (21) em forte valorização, impulsionada pela recuperação das ações ligadas à inteligência...

Ler maisDetails

Sai WEG (WEGE3): Terra inclui novo ativo na sua carteira semanal de ações; confira a seleção

por Carla Santiago
21 de setembro de 2026
0
Sai WEG (WEGE3): Terra inclui novo ativo na sua carteira semanal de ações; confira a seleção

A Terra Investimentos realizou uma troca na carteira recomendada de ações para o período de 18 a 25 de setembro. As ações...

Ler maisDetails

A desaceleração do entusiasmo dos bancos em relação às ações e os principais destaques do Agro Times

por Carla Santiago
21 de setembro de 2026
0
A desaceleração do entusiasmo dos bancos em relação às ações e os principais destaques do Agro Times

Se os preços das commodities agrícolas estão subindo, é hora de comprar ações do agro? A pergunta parece ter uma resposta fácil. Afinal,...

Ler maisDetails
Ver mais

Posts Recentes

  • Chevron investe em dados sísmicos recentes para analisar blocos na região da Foz do Amazonas
  • Transnordestina entrega lote 6 da ferrovia e garante que mais 70 km serão entregues até o final do ano
  • Apesar do rali em Nova York, as bolsas asiáticas encerraram o dia próximas à estabilidade, influenciadas pela alta do petróleo

Navegue por Categoria

  • Brasil
  • Cripto
  • Economia
  • ESG
  • Exterior
  • FII
  • Investimentos
  • Meu Dinheiro
  • Negócios
  • Nordeste
  • Nordeste Investing
  • Seja um Investidor

Receba nossas novidades no seu e-mail!

Se inscrevendo, você concorda com as nossas políticas de privacidade e nossos termos de serviço.

O Nordeste Investing preza a qualidade da informação e atesta a apuração de todo o conteúdo produzido por sua equipe, ressaltando, no entanto, que não faz qualquer tipo de recomendação de investimento, não se responsabilizando por perdas, danos (diretos, indiretos e incidentais), custos e lucros cessantes.

Contato

[email protected]

Notícias

  • Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos (Brasil)
  • Investimentos (Exterior)
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG

Institucional

  • Sobre Nós
  • Aprenda
  • Políticas de Privacidade

© 2023 Nordeste Investing – Todos os direitos reservados.

 

IMPORTANTE: O portal Nordeste Investing (o “Portal”), sociedade limitada está registrada sob o CNPJ 53.942.232/0001-25.

O Nordeste Investing não é uma Corretora de Valores nem Casa de Análises. Nenhuma informação apresentada constitui uma recomendação do Nordeste Investing, publicamos matérias de cunho jornalístico, que visam a democratização da informação. Nossas publicações devem ser compreendidas como boletins anunciadores e divulgadores, e não como uma recomendação de investimento.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Nordeste
  • Meu Dinheiro
  • Economia
  • Investimentos
    • Brasil
    • Exterior
  • Seja um Investidor
  • Cripto
  • Negócios
  • ESG
  • Colunistas
  • Sobre nós
  • LOJA
Esse website utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Veja nossa Política de Cookies e Privacidade.