De acordo com informações da MegaWhat, a Aliança Energia recebeu um novo investidor internacional após aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A operação, portanto, prevê a entrada indireta da Cang Yuan Investment, empresa controlada pelo Silk Road Fund, fundo de investimentos ligado ao governo da China.
Nesse sentido, a autorização do órgão antitruste libera a estrutura de aquisição de uma participação minoritária na companhia brasileira de energia.
Além disso, a operação não garante direito de controle sobre a empresa.
Entrada ocorre por meio de fundo ligado à China
Segundo os documentos apresentados ao Cade, a operação será realizada por meio do veículo de investimento GIP Horizon Co-Invest.
Dessa forma, ele será responsável por estruturar a entrada do novo acionista.
No entanto, até o momento, o percentual adquirido e o valor total da transação não foram divulgados.
Além disso, conforme os autos do processo, o movimento integra a estratégia do Silk Road Fund de ampliar sua atuação em projetos de infraestrutura e energia.
Essa estratégia está vinculada à Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI), também conhecida como Nova Rota da Seda.
O programa do governo chinês busca financiar ativos estratégicos e obras de infraestrutura em diferentes regiões do mundo.
Em termos de justificativa, o investimento é visto pelo grupo chinês como uma oportunidade estratégica de inserção no setor elétrico brasileiro.
Por outro lado, para a Aliança Energia, a entrada do novo sócio pode representar uma aceleração do crescimento.
Além de maior fortalecimento operacional e expansão da atuação no mercado de energia renovável.
Quem é o investidor
No detalhamento da operação, a Cang Yuan Investment Co. é uma subsidiária integral do Silk Road Fund (SRF), criado em 2014 e controlado pelo governo chinês.
Nesse sentido, o governo chinês controla o fundo, que atua como veículo de investimento de longo prazo voltado ao financiamento de projetos ligados à Belt and Road Initiative.
Ele investe em áreas como infraestrutura, energia, recursos naturais, cooperação industrial e desenvolvimento sustentável em diversos países.
Apesar do histórico internacional, os documentos enviados ao Cade não detalham outros investimentos relevantes do grupo no setor elétrico brasileiro.
Perfil da Aliança Energia
Já a Aliança Energia atua nos segmentos de geração e comercialização de energia elétrica, com um portfólio diversificado de ativos renováveis.
De acordo com os documentos da operação, a companhia controla atualmente sete hidrelétricas, três parques eólicos e um parque solar em operação no Brasil.
Atualmente, a empresa é controlada por veículos de investimento ligados ao GIP Horizon, fundo gerido pela Global Infrastructure Management (GIM), gestora norte-americana especializada em infraestrutura.
Além disso, a Global Infrastructure Partners, ligada à BlackRock, concluiu sua entrada na Aliança Energia em setembro de 2025.
No mesmo período, a Atlas Renewable Energy anunciou a formação de uma joint venture com a Vale, por meio da aquisição de 70% da Aliança Energia via estruturas vinculadas ao GIP.
Operação não depende de outras aprovações
Por fim, segundo os documentos encaminhados ao Cade, a operação não depende de aprovação de outros órgãos reguladores no Brasil ou no exterior, ficando restrita à análise concorrencial da autarquia brasileira.






