A liquidação do Banco Pleno pelo Banco Central esta semana deixou investidores em alerta máximo. Dessa forma, especialistas recomendam priorizar segurança e repensar estratégias de renda fixa após os escândalos recentes.
Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, é direto ao analisar o momento. Além disso, alerta para armadilhas de rentabilidade que escondem riscos graves para o patrimônio dos investidores.
“Não existe almoço grátis, se a rentabilidade está superior da que é praticada no mercado é porque existe”. Consequentemente, “um risco por trás” afirma Patzlaff sobre taxas exageradas oferecidas por bancos médios em dificuldades.
Tesouro e grandes bancos lideram recomendações
Para quem busca segurança total após a quebra do Banco Pleno, o Tesouro surge como primeira opção. Portanto, segundo Patzlaff é o investimento mais seguro do país para reserva de emergência atualmente.
“É onde você pode colocar a sua reserva de emergência e o dinheiro que você não pode perder”. Assim, “de jeito nenhum” completa o especialista sobre aplicações no Tesouro Direto brasileiro neste momento.
CDBs, LCIs e LCAs de grandes bancos como Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa são boas opções. Entretanto, Patzlaff faz ressalva importante sobre expectativas de rentabilidade nestes bancos grandes e sólidos.
“Esqueça taxas de 130% do CDI”
“Mas esqueça taxas altíssimas de 120% ou 130% do CDI”, alerta o planejador financeiro sobre grandes bancos. Nesse sentido, esses bancos grandes são os mais sólidos e oferecem tranquilidade que não tem preço.
“Mesmo pagando um pouco menos oferecem uma tranquilidade que não tem preço” segundo Jeff Patzlaff. Por sua vez, Octávio Gomes, especialista em investimentos e sócio da AVG Capital, vê oportunidades além dos grandes.
Acredito que mantendo dentro dos limites do FGC temos vários emissores de crédito bancários com taxas atrativas. Além disso, benefício de isenção fiscal no caso das LCI/LCA e possibilidade de diversificação dos indexadores.
Tesouro IPCA+ pagando até 7,5%
“Ainda temos os papéis do tesouro trazendo taxas muito atrativas”, destaca Octávio Gomes especialista em investimentos da AVG Capital. Consequentemente, no caso dos papéis mais alongados existe possibilidade de saída antecipada com ágio atualmente.
Vejo destaque para os papéis atrelados ao IPCA+ principalmente com vencimento a partir de 2031-2035. Portanto, onde teremos o efeito da duration impactando no fechamento da curva de juros brasileira.
Quando esse movimento ocorrer, o investidor tem o confortável cenário de levar até o vencimento com taxas bastante altas. Assim, como das NTN-B pagando de até IPCA+7,5% ou sair antecipadamente com ganho multiplicado pela duration.
Debêntures e CRI/CRA para perfil arrojado
Se estiver dentro do perfil do investidor temos as Debêntures, CRI e CRA disponíveis. Dessa forma, com taxas isentas para pessoa física muito atrativas além de várias emissões primárias em andamento.
Que trazem a possibilidade de taxas ainda melhores que no mercado secundário com ótimos emissores. Consequentemente, segundo Octávio Gomes sobre produtos de crédito privado para investidores mais arrojados agora.
Patzlaff reforça que a segurança deve ser priorizada após trauma do Banco Pleno e Master. Por outro lado, quem buscou os 140% do CDI no Master ou Pleno acabou com dinheiro congelado.






