A Coca-Cola registrou lucro líquido de US$ 3,924 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 18% na comparação anual. O lucro por ação chegou a US$ 0,91, acima da projeção de US$ 0,81.
A receita líquida somou US$ 12,47 bilhões, avanço de 12% e também acima das estimativas de mercado.
Volume cresce e sustenta expansão global
O volume global de vendas subiu 3%, com destaque para China, Estados Unidos e Índia. O desempenho reforça a resiliência da demanda mesmo em um cenário de custos mais elevados.
Entre as categorias, refrigerantes cresceram 2%, puxados pela Coca-Cola Zero Açúcar, que avançou 13% globalmente.
Outros segmentos, como água, isotônicos, café e chá, registraram alta de 5%, ampliando a diversificação da receita.
Margens avançam e elevam rentabilidade
A margem operacional da Coca-Cola subiu para 35%, ante 32,9% um ano antes. Já o lucro operacional cresceu 19%, alcançando US$ 4,36 bilhões.
O ganho de eficiência ajudou a compensar pressões de custos e sustentar o crescimento da rentabilidade.
A receita orgânica avançou 10%, mostrando expansão consistente nas operações.
América Latina e Brasil impulsionam desempenho
Na América Latina, a receita subiu 14% e o lucro operacional avançou 15%, com leve alta de 1% no volume.
A empresa destacou ganho de participação de mercado no Brasil e na Argentina. No país, a Sprite teve crescimento de volume de dois dígitos, impulsionada por eventos como Carnaval e festivais de verão.
Na América do Norte, a receita cresceu 12%, enquanto na Ásia-Pacífico o lucro recuou 14%, pressionado por custos e investimentos em marketing.
Guidance reforça otimismo e ação reage
Sendo assim, a Coca-Cola manteve a projeção de crescimento de receita orgânica entre 4% e 5% em 2026. Já a estimativa de lucro por ação foi revisada para alta entre 8% e 9%.
No pré-mercado de Nova York, as ações subiam cerca de 2,5%, refletindo a leitura positiva dos investidores.
Por fim, o desempenho reforça a capacidade da companhia de crescer mesmo em um ambiente global mais desafiador.






