A ação na Gerdau (GGBR4) ainda não engatou no ano, com queda de 5% no período, o que pode abrir uma janela para investidores, destaca o Goldman Sachs em relatório enviado a clientes.
De acordo com os analistas Márcio Farid, Gabriel Simões e Henrique Marques, a ação parece ‘desacoplada dos fundamentos’.
O banco reiterou compra com preço-alvo de R$ 25 para os próximos 12 meses, o que abre potencial de 35% ante o último fechamento.
Para o trio, o desempenho apático no ano pode ser explicado pela baixa no setor de minério de ferro e do aço da China, bem como pelas preocupações dos investidores sobre a potencial lucratividade da América do Norte.
Apesar disso, os analistas afirmam que as margens da Gerdau na América do Norte mostraram-se mais resilientes do que o esperado, enquanto as margens do Brasil têm apresentado tendência ascendente devido a uma combinação de melhores preços e menores custos.
Entre os pontos de otimismo com o papel, o Goldman cita:
- – a Gerdau está amplamente isolada da volatilidade do minério de ferro (sendo totalmente integrada);
- – está desalavancada (poucas dívidas), o que pode abrir programa de recompra;
- – um ciclo de investimento de R$ 6,6 bilhões (18% do valor de mercado) a ser concluído até o final do ano de 2026 pode gerar algum Ebitda incremental.
- – margens resilientes nos EUA operando em um nicho de mercado com exposição a potencial retomada de investimentos em infraestrutura;
Gerdau: Dividendos e ações baratas
A Gerdau também anunciou recentemente que R$ 1,8 bilhão (ou 5% do valor de mercado) de depósitos judiciais retornarão ao balanço da empresa devido a uma decisão judicial favorável. “Em nossa visão, isso aumenta a capacidade de recompra e dividendos”






