O leilão brasileiro para contratação de sistemas de armazenamento de energia por baterias, inicialmente previsto para abril, pode ser adiado para junho, segundo especialistas do setor energético. A avaliação foi destacada em relatório do quadro “Café com ESG”, produzido pelo research da XP Investimentos.
De acordo com analistas, o adiamento estaria ligado à necessidade de ajustes regulatórios e de maior preparação por parte das empresas interessadas em participar da disputa. O certame deve contratar sistemas conhecidos como BESS (Battery Energy Storage Systems), considerados essenciais para ampliar a flexibilidade do sistema elétrico brasileiro e integrar fontes renováveis, como solar e eólica.
A realização do primeiro leilão dedicado ao armazenamento de energia é vista pelo mercado como um marco para o setor elétrico no país. As baterias permitem armazenar energia gerada em momentos de maior produção e liberá-la quando a demanda cresce, contribuindo para a estabilidade da rede e reduzindo riscos de escassez energética.
Especialistas apontam que o adiamento pode ajudar a aumentar a participação de investidores e fabricantes de tecnologia, já que o mercado brasileiro de armazenamento ainda está em fase inicial de desenvolvimento. Com mais tempo para estruturar projetos e modelos de financiamento, o leilão tende a atrair maior competitividade.
O leilão de baterias é parte da estratégia de modernização do sistema elétrico e de avanço da transição energética no Brasil, ao permitir maior integração de fontes renováveis intermitentes e ampliar a segurança do abastecimento no país.






