O dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,483, dando sequência à trajetória de perdas iniciada na véspera. A moeda americana foi pressionada por dados econômicos dos Estados Unidos que reforçam a perspectiva de dois cortes nas taxas de juros ainda neste ano.
O índice de preços PCE, principal termômetro de inflação para o Federal Reserve (Fed), subiu 0,1% em maio, conforme o esperado. No entanto, o recuo da renda do consumidor e das despesas em consumo pessoal indicam uma desaceleração da economia norte-americana, fomentando o enfraquecimento do dólar.
Segundo João Duarte, sócio da One Investimentos, essa conjuntura tende a reduzir a atratividade dos investimentos em renda fixa nos EUA, impulsionando realocação de capital para mercados emergentes, como o Brasil. Entretanto, a indefinição sobre o aumento do IOF no país brasileiro tem limitado a queda da moeda por aqui, gerando volatilidade no câmbio.
Juros futuros registram leve queda apesar da instabilidade
Os juros futuros fecharam em leve queda em quase toda a curva, com exceção da ponta curtíssima. Investidores monitoraram os dados americanos de inflação, que indicam a possibilidade de cortes de juros, e os números locais que mostram queda do desemprego para 6,2% no trimestre encerrado em maio.
Esses movimentos refletem o equilíbrio entre a expectativa de cortes nos EUA e o cenário de juros ainda elevados no Brasil.
Dólar e Ibovespa fecha em queda com baixa liquidez e Petrobras pressionando índice
O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou o dia em leve baixa de 0,18%, aos 136.866 pontos, em sessão de volume reduzido, totalizando cerca de R$ 12,1 bilhões em negócios.
As ações da Petrobras tiveram papel decisivo para a pressão negativa, com queda de 1,23% para as preferenciais (PETR4) e 0,79% para as ordinárias (PETR3). Apesar da recuperação do preço do petróleo na sessão, a commodity acumulou perda superior a 10% na semana, refletindo o fim do conflito entre Irã e Israel.
Outro destaque negativo foi o Itaú Unibanco, que fechou em queda de 0,11%, cotado a R$ 36,27, impactando o índice devido ao seu peso relevante na carteira do Ibovespa.






