O dólar operava perto da estabilidade nesta última quinta-feira (24/7), em um dia no qual os investidores novamente concentram suas atenções no noticiário econômico internacional.
Há grande expectativa no mercado em relação à visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), em meio às críticas do republicano ao chefe da autoridade monetária, Jerome Powell. Trump vem cobrando a redução da taxa de juros no país, mas até aqui não teve sucesso.
Ainda no cenário externo, os investidores repercutem a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Confirmando a maioria das projeções do mercado, o BCE decidiu manter os juros da economia da Europa inalterados.
Trump vai ao Fed
No fim da tarde desta última quinta-feira, às 17 horas (pelo horário de Brasília), o presidente dos EUA, Donald Trump, fará uma visita oficial ao Federal Reserve, segundo informações da Casa Branca. Será a primeira vez que o chefe do governo norte-americano vai ao Fed em quase duas décadas.
A visita de Trump acontece em meio à escalada das críticas do presidente dos EUA a Jerome Powell, que comanda o Fed.
Em sua última reunião, nos dias 17 e 18 de junho, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed anunciou a manutenção dos juros básicos no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano. A próxima reunião da autoridade monetária para definir a taxa de juros acontece na semana que vem, dias 29 e 30 de julho.
Desde o início de seu mandato, em janeiro deste ano, Trump já fez uma série de críticas a Powell e cobrou publicamente a redução dos juros da economia dos EUA, o que ainda não ocorreu desde que o republicano tomou posse.
“As famílias estão sendo prejudicadas porque as taxas de juros estão muito altas e até mesmo o nosso país está tendo de pagar um juro mais elevado do que deveria por causa do ‘atrasado’”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social, nessa última quarta-feira (23/7), referindo-se a Powell.
Na mensagem, o presidente dos EUA afirmou ainda que os juros da economia norte-americana deveriam “estar três pontos abaixo do nível atual”. “[Isso] Nos faria economizar US$ 1 trilhão por ano. Esse sujeito teimoso no Fed simplesmente não entende, nunca entendeu e nunca vai entender. O comitê deveria agir, mas não tem coragem para isso”, criticou Trump.
A elevação da taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Segundo dados divulgados na última terça-feira pelo Departamento do Trabalho, a inflação nos EUA ficou em 2,7% em junho, na base anual, ante 2,4% registrados em maio. Na comparação mensal, o índice foi de 0,3%, ante 0,1% em maio.
O mandato de Jerome Powell à frente do BC norte-americano termina em maio de 2026 – caberá a Donald Trump fazer a indicação do sucessor. Na semana passada, em meio às pressões da Casa Branca sobre o Fed, o nome do atual secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi mencionado por Trump como possível candidato a sucessor de Powell à frente da autoridade monetária.






