Os mercados globais caminham para encerrar um dos trimestres mais fortes dos últimos anos, impulsionados pela recuperação do apetite por risco, pelo avanço das empresas de tecnologia e por mudanças nas expectativas sobre juros nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar voltou a pressionar ativos tradicionalmente defensivos, como o ouro, além de aprofundar a desvalorização do iene japonês.
De acordo com análise da Reuters, as bolsas internacionais registraram forte desempenho no segundo trimestre de 2026. O movimento foi sustentado pela continuidade do ciclo de crescimento ligado à inteligência artificial, pela redução das tensões geopolíticas e pela melhora do sentimento dos investidores em relação ao cenário econômico global.
No mercado cambial, o dólar ganhou força com o aumento das apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter uma política monetária mais rígida por mais tempo. A moeda americana se encaminha para registrar o quarto trimestre consecutivo de valorização, ampliando sua recuperação em relação ao início do ano.
Esse fortalecimento teve impacto direto sobre o ouro, que perdeu atratividade à medida que juros mais elevados aumentam o retorno de ativos remunerados. Como o metal precioso não gera rendimento, ele tende a sofrer em ambientes de dólar forte e expectativa de aperto monetário.
Já o iene japonês continuou pressionado e se aproximou dos níveis mais fracos em cerca de quatro décadas frente ao dólar. O movimento reflete tanto a diferença entre os juros dos Estados Unidos e do Japão quanto o fluxo global de capital em busca de retornos mais elevados nos ativos americanos.
Para analistas, o trimestre reforça uma dinâmica que dominou os mercados nos últimos meses: crescimento concentrado nas bolsas, fortalecimento do dólar e menor espaço para ativos tradicionalmente utilizados como proteção.






