A revista Forbes acaba de lançar sua primeira lista focada exclusivamente nas mulheres self-made mais ricas do mundo, destacando aquelas que construíram suas próprias fortunas sem depender de heranças. O ranking traz nomes que se destacam por suas trajetórias de superação, inovação empreendedora e presença crescente no cenário global de negócios.
No topo da lista está Rafaela Aponte-Diamant, bilionária suíço-italiana e cofundadora do grupo MSC. Com patrimônio estimado em impressionantes US$ 33,1 bilhões, ela se consolida como a mulher que fez sua própria riqueza de forma mais expressiva. A MSC, originalmente focada no transporte marítimo de contêineres, se transformou em um império que abrange cruzeiros, logística e terminais portuários. Aponte-Diamant, nascida em Haifa, Israel, em 1945, construiu uma carreira sólida ao lado do marido e do filho, contribuindo diretamente para a expansão multinacional da empresa.
Na sequência, aparecem outras mulheres que, embora menos bilionárias, representam verdadeiras inspirações no mundo dos negócios. Entre elas estão Sarah Blakely, fundadora da Spanx, empresa de roupas íntimas modeladoras que se tornou referência, e Oprah Winfrey, que, a partir do sucesso de seu programa de TV nos Estados Unidos, construiu um império de mídia, literatura e produção de conteúdo. As duas figuram entre as maiores fortunas feitas por mulheres, fruto de talento, visão de mercado e persistência.
Taylor Swift, que ganhou destaque não apenas como artista, mas também por sua turnê “The Eras Tour”, que sozinha já rendeu cerca de US$ 2 bilhões, é outra figura entre as “self-made” do entretenimento. Sua marca é exemplo de como criatividade pode se transformar em sucesso financeiro. Além dela, Kim Kardashian e Huda Kattan, que misturam atuação no entretenimento com empreendedorismo em cosméticos e licenciamento de marcas, reforçam o poder feminino de inovação.
O ranking destaca ainda mulheres de diferentes regiões e segmentos: desde a tecnologia (como Whitney Wolfe Herd, cofundadora do Tinder e do Bumble), até vendas e varejo (como Peggy Cherng, do Panda Express), e ainda representantes de setores tradicionais como construção, com Diane Hendricks, norte-americana que tornou-se bilionária no ramo de materiais para construção.
Os números demonstram um cenário em transformação: hoje, há 369 mulheres bilionárias, o que representa cerca de 13% de todas as pessoas bilionárias listadas pela Forbes. Dessas, apenas 113 são consideradas “self-made”, ou seja, que construíram suas fortunas por mérito próprio. É significativo que uma minoria construiu patrimônio bilionário sem herança familiar, mostrando que, apesar dos obstáculos, há espaço para a ascensão financeira feminina.
Entre as 100 mulheres mais ricas que começaram do zero, o que chama atenção é o protagonismo em ramos muito variados: tecnologia, mídia, moda, beleza, alimentação, entre outros. Esses perfis trazem narrativas inspiradoras, que transcendem o mero acúmulo de riqueza e refletem diversidade de origens, setores e estratégias de negócios.
A publicação da Forbes reforça ainda a importância de se reconhecer e apoiar essas mulheres. Seus exemplos fomentam a discussão sobre desigualdade de gênero no acesso a capital, investimento e posições de liderança. Além disso, destacam que o sucesso financeiro pode ser alcançado por meio de visão criativa e esforço contínuo.
Em síntese, o ranking revela trajetórias marcantes, que misturam talento, inovação e persistência. Rafaela Aponte-Diamant permanece no topo, mas a lista é recheada de histórias que mostram como a determinação feminina tem aberto caminho em um mundo ainda cheio de barreiras. É um retrato de transformação, inspiração e representatividade, com mulheres que ajudaram a redefinir o peso da palavra “self-made” em pleno século XXI.






