A aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o registro de novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida reforça a posição da Hypera (HYPE3) na disputa por esse mercado no Brasil, segundo avaliação do Santander.
Nesta última terça-feira (29), a companhia recebeu autorização para comercializar dois produtos — Zempneo, registrado pela Brainfarma, e Semavy, pela Cosmed — do nicho de fármacos à base de GLP-1, usados no tratamento do diabetes e conhecidos pelo combate à obesidade, como o Ozempic.
Para os analistas do banco, a decisão da Anvisa representa um “headline positivo” para a Hypera, que deve lançar o medicamento nos próximos meses, e reforça a tese de que a companhia será uma das principais beneficiadas após o vencimento da patente da semaglutida, ocorrido em março.
Apesar da notícia favorável, às 14h (de Brasília), as ações da farmacêutica recuavam 1,12% na bolsa de valores, negociadas a R$ 21,20, enquanto, no mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, caía 1,02%.
Ao todo, a Anvisa aprovou o registro de cinco novas canetas de semaglutida no Brasil, distribuídas entre Ávita Care, Sun Pharma, Ranbaxy e a própria Hypera.
Apesar de ter obtido registro para dois medicamentos, a Hypera informou que, no curto prazo, concentrará sua estratégia comercial apenas no Semavy, que será vendido sob a marca Mantecorp.
De acordo com o Santander, a novidade pode abrir espaço para revisões positivas nas estimativas de resultados da farmacêutica, embora o banco tenha mantido, ao menos por ora, a projeção de que a semaglutida deverá adicionar entre 3% e 4% ao Ebitda incremental da companhia em 2027 e 2028.






