Por aqui, os investidores acompanham novas declarações do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. Em audiência na Câmara, ele afirmou que o BC não procurará um “meio do caminho” para a determinação do nível dos juros e reafirmou que as expectativas do mercado seguem desancoradas.
No exterior, os novos anúncios de tarifas ‘recíprocas’ dos Estados Unidos sobre produtos fabricados em países parceiros comerciais concentram as atenções. O presidente Donald Trump anunciou taxas sobre a Líbia, Iraque, Sri Lanka, Argélia, Moldávia, Brunei e Filipinas. Ele ainda disse que a taxa sobre o Brasil será anunciada até hoje (10).
O mercado ainda opera à espera da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que podem trazer sinalizações sobre os próximos passos da política monetária.
Juros futuros aceleram alta com nova ameaça tarifária de Trump
Os juros futuros aceleraram alta nos últimos minutos, com mais força nos vértices mais longos, após novas ameaças tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump.
Às 15h, a taxa do contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2032 subia a 13,52% ante 13,51% no fechamento anterior. Já a taxa de DI para janeiro de 2035 operava a 13,51% ante 13,49% do ajuste anterior.
Na última hora, Trump afirmou que mais cartas serão divulgadas hoje e que um “número” virá para o Brasil até hoje (10), ao se referir a uma nova alíquota. “Brasil não tem sido bom para nós.”
Os produtos brasileiros já tinham sido taxados em 10% em abril, quando as tarifas recíprocas foram anunciadas além das tarifas sobre o aço e o cobre.
Mais cedo, Trump anunciou que os produtos produzidos na Líbia, Iraque, Sri Lanka e Argélia serão taxados em 30%, da Moldávia e Brunei serão submetidos a uma taxa de 25% e os bens e mercadorias da Filipinas sofrerão uma alíquota de 20% na importação nos Estados Unidos. As taxas entrarão em vigor em 1º de agosto.






