A Alpargatas informou nesta última terça-feira (23) que a Itaúsa elevou sua participação na companhia a 15,94%, equivalente a 54.765.699 ações preferenciais de emissão da empresa dona da Havaianas, segundo comunicado ao mercado. As negociações foram realizadas na véspera.
Já os acionistas controladores da Alpargatas passaram a deter, em conjunto, 137.512.422 ações preferenciais, aproximadamente 40,03%.
No comunicado, a companhia reforça que “não há qualquer pretensão de alterar a composição do controle acionário ou a estrutura administrativa” por parte dos controladores.
Com o caixa sendo devolvido e o papel negociando ex‑direitos, movimentos táticos de liquidez tendem a se acentuar. Nesse contexto, o reforço de PNs pelos controladores, sob o Acordo de 2017, sinaliza estabilidade de longo prazo e coerência com a mensagem de não alterar o controle, mesmo com o Grupo MS utilizando instrumento de swap comprado para compor a exposição econômica.
Diferentemente de players financeiros que ajustam exposição no curto prazo — dinâmica visível na venda do JPMorgan em 15/12 e gestão via equity swaps —, a atuação dos controladores parece orientar o book para menor dispersão durante a virada do calendário societário. O encadeamento de retornos ao acionista, seguido por reequilíbrios de free float e uma postura de controle mais presente nas PNs, reforça a previsibilidade de governança e reduz ruído em um mês de elevado trânsito entre posições físicas e derivativas.






