A pesquisa Quaest divulgada nesta última segunda-feira (27), que mostrou a desaprovação superando a aprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela primeira vez, não surpreendeu os petistas.
“Já tínhamos a informação sobre a queda de popularidade por pesquisas internas. É um momento difícil devido à questão do Pix e o preços dos alimentos”, disse o deputado Rogério Correia (MG), vice-líder do governo na Câmara.
Essa leitura converge com a de outros petistas, assim como os caminhos para reverter esse quadro.
“Já estamos no modo campanha. O governo precisa se dividir em duas frentes e não pode deixar a extrema direita dominar as narrativas. Nosso governo precisa polarizar mais”, disse o deputado Jilmar Tatto (SP), secretário de comunicação do PT.
Tatto defende, ainda, que os ministros viagem mais pelo Brasil e ajudem a divulgar as “entregas” do governo.
Recortes
Entre os brasileiros com renda superior a cinco salários-mínimos, o governo é reprovado por 59% dos entrevistados, contra 38% que disseram aprovar a atual gestão federal. 2% não sabem ou não quiseram responder.
Entre 2 e 5 salários, a desaprovação foi de 54%, enquanto a aprovação foi de 43%. Outros 3% não souberam ou não responderam.
Entre os que se dizem católicos, o atual governo é aprovado por 52%, contra 42% de reprovação. Já 59% dos que se dizem evangélicos avaliaram negativamente o governo Lula 3, enquanto 37% afirmaram aprovar a gestão.
No critério de raça, a maioria dos autoidentificados como pretos ou pardos aprova o governo do presidente Lula. Entre os pardos, o atual governo é aprovado por 51% e desaprovado por 45%. Já entre os pretos, 54% dizem aprovar o governo Lula 3, enquanto 42% desaprovam.
A Secom não retornou aos contatos da reportagem para comentar os números da pesquisa.






