Os preços do petróleo despencaram nesta segunda-feira (07), com investidores preocupados com as consequências econômicas da decisão de Donald Trump de impor tarifas massivas aos parceiros comerciais dos Estados Unidos.
O petróleo Brent, referência global do petróleo, caiu 3,5% para US$ 63,30 o barril e o West Texas Intermediate, referência dos EUA, também caiu 3,5% para US$ 59,84 às 4h16, horário do leste dos EUA.
Ambos estão sendo negociados em seus níveis mais baixos desde o início de 2021, quando o mundo ainda estava lutando contra a pandemia do coronavírus.
As quedas nos preços ocorrem depois que a OPEP+, a coalizão dos maiores produtores de petróleo do mundo, surpreendeu os investidores na semana passada ao decidir por um aumento muito maior na oferta de petróleo do que o planejado anteriormente.
Arábia Saudita, Rússia e outros seis membros do grupo concordaram com aumentos de produção maiores a partir de maio do que o anunciado anteriormente.
Na mesma linha, analistas vêm alertando para os impactos indiretos da política tarifária, que pode provocar inflação, desaceleração econômica e novas tensões comerciais — todos elementos com potencial de pressionar ainda mais o valor do petróleo.
Outro fator que contribui para a pressão nos preços foi o anúncio da OPEP no dia 3 de abril. O cartel e seus aliados, o grupo conhecido como OPEP+, informaram que oito países membros irão acelerar o aumento da produção a partir de maio. A elevação será de 411 mil barris por dia, mais do que o triplo da meta anterior de 135 mil barris diários.
Especialistas ouvidos pela agência russa TASS explicaram que, apesar da queda nas cotações, o equilíbrio de mercado atual permite que a OPEP comece a reverter os cortes anteriores. Ainda assim, a conjuntura segue volátil, com os investidores monitorando de perto os desdobramentos das políticas de Washington e Pequim
O recuo acumulado da semana passada foi significativo: o Brent perdeu 10,9%, e o WTI, 10,6% — um dos piores desempenhos semanais em meses. A continuidade dessa trajetória dependerá, segundo analistas, da capacidade das grandes potências de reverter o clima de hostilidade e restaurar a confiança nos mercados.






