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Início Investimentos Exterior

Pela primeira vez na história, a Bolsa ultrapassa os 138 mil pontos

Carla Santiago por Carla Santiago
14 de maio de 2025
em Exterior
Pela primeira vez na história, a Bolsa ultrapassa os 138 mil pontos

Fonte: Unsplash

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O dólar opera em queda, com os olhares do mercado voltados para os desdobramentos apresentados pela ata do Copom (Comitê de Política Monetária) e os dados de inflação dos Estados Unidos. Às 14h46, a moeda norte-americana recuava 1,31% e era vendida por R$ 5,611. A Bolsa brasileira, por sua vez, figura acima dos 138 mil pontos pela primeira vez na história.

O que aconteceu

Dólar comercial recua desde a abertura dos negócios. A queda da moeda dos Estados Unidos ante o real reverte os ganhos registrados na véspera. A baixa se intensificou durante a manhã e, no início da tarde, passou a superar 1%.

Anteontem, a moeda norte-americana avançou 0,53%. A variação positiva interrompeu a sequência de duas baixas consecutivas da divisa e recuperou parte da perda de 1,6%, registrada nos últimos pregões da semana passada. O movimento fez o dólar recuar de R$ 5,746 para R$ 5,655.

Cotação para viajantes também recua mais do que 1%. O dólar turismo segue o movimento do dólar comercial. Às 14:48, a divisa era comercializada por R$ 5,835, valor 1,19% superior ao fechamento da véspera.

Inflação dos Estados Unidos atrai olhares do mercado. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) dos EUA foi de 0,2% em abril, variação que faz o indicador acumular alta de 2,3% nos últimos 12 meses. As variações abaixo das expectativas podem determinar a condução da política monetária dos EUA. “Eu acho que esse é um dos dados mais relevantes que a gente tem para tomada de decisões”, diz Alison Correia, analista da Dom Investimentos.

Para o investidor brasileiro, esse cenário representa uma janela de oportunidade para reavaliar a alocação de ativos e avaliar operações estruturadas com proteção cambial.

  • André Matos, CEO da MA7 Negócios

Trump vê taxa de juros como restritiva para os EUA. A avaliação considera o efeito dos juros, atualmente no patamar entre 4,25% e 4,5% ao ano, como prejudicial para o desenvolvimento econômico do país. Caso as taxas sejam reduzidas nos Estados Unidos, os mercados emergentes, a exemplo do Brasil, viram oportunidade de investimento por oferecerem um retorno maior.

Ata do Copom também aparece no radar do mercado. O documento apresentado pelo BC (Banco Central) confirmou o compromisso de manter os juros básicos em um nível elevado para conter a inflação. Ainda assim, deixou em aberto o fim do ciclo de alta da Selic ao citar incertezas com o “tarifaço” de Trump e a política fiscal.

O Copom deve manter os juros no atual patamar por um prazo prolongado, até termos uma tendência de queda de inflação mais consistente, bem como seu reflexo nas expectativas.

  • Rafaela Vitoria, economista-chefe do Inter

Bolsa

Ibovespa supera os 138 mil pontos pela primeira vez. A variação mantém a trajetória positiva observada nas últimas três sessões e coloca o principal índice acionário do Brasil em um patamar nunca atingido antes. O último recorde anterior, de 137.469,27 pontos, foi alcançado em agosto do ano passado.

Às 14h30, o índice acionário brasileiro saltava 1,4%. Com a alta, o Ibovespa opera aos 138.480,16 pontos. Se o avanço for mantido até o encerramento do dia, a Bolsa terá a maior marca de fechamento da história. O recorde pertence ao dia 26 de agosto do ano passado (137.343,95 pontos).

Mercado segue voltado para acordo entre China e EUA. Após o “tarifaço” do presidente dos EUA, Donald Trump, e a retaliação de Pequim, representantes das duas maiores economias do mundo se reuniram. Ficou definida a redução das tarifas alfandegárias por 90 dias.

A trégua tarifária entre EUA e China reduz tensões inflacionárias globais e abre espaço para um ambiente menos volátil.

  • Felipe Vasconcellos, Sócio da Equus Capital.

 

Tags: EUAexterior

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