A Prio (PRIO3) anunciou recentemente a aquisição dos 60% restantes do campo de petróleo de Peregrino, localizado na Bacia de Campos, no Brasil, por até US$ 3,5 bilhões. Com essa transação, a empresa se torna a operadora única do campo, consolidando sua posição no setor de exploração e produção de petróleo offshore.
A operação, já aguardada pelo mercado, é considerada transformacional para a Prio. Em setembro anterior, a companhia havia adquirido os 40% pertencentes à chinesa Sinochem, demonstrando interesse em assumir o controle total do ativo devido às sinergias com seus outros campos, como Tubarão Martelo e Polvo.Exame
Embora o valor anunciado de US$ 3,5 bilhões possa parecer elevado, representando cerca de dois terços do valor de mercado da Prio na Bolsa, analistas apontam que o desembolso efetivo será menor. A transação é retroativa a janeiro de 2024, e a geração de caixa de Peregrino desde então será incorporada à compradora. Estima-se que o pagamento final fique entre US$ 2,2 bilhões e US$ 2,5 bilhões, segundo análises do BTG Pactual e da XP Investimentos.
O BTG Pactual destaca que a aquisição permite à Prio continuar expandindo por meio de ganhos de eficiência em ativos maduros, sem comprometer sua capacidade de geração de caixa. A transação é vista como estratégica, potencialmente acelerando a transformação da empresa em uma geradora consistente de dividendos nos próximos 18 meses.
A avaliação do campo de Peregrino, considerando a performance desde janeiro de 2024, resulta em um múltiplo EV/EBITDA de 3,5 vezes, com o barril do Brent a US$ 60. Esse valor é inferior às 4,5 vezes pelas quais a Prio é negociada na Bolsa, indicando um desconto atrativo na aquisição.
A Equinor, empresa norueguesa que detinha os 60% vendidos, está ajustando seu portfólio global, concentrando-se em ativos com maior retorno. A venda de sua participação em Peregrino para a Prio é parte dessa estratégia de otimização de ativos.
Com a conclusão da transação, a Prio fortalece sua presença na Bacia de Campos, ampliando sua capacidade de produção e consolidando-se como uma das principais operadoras independentes de petróleo no Brasil. A integração total do campo de Peregrino ao portfólio da empresa deve gerar sinergias operacionais e financeiras significativas, contribuindo para o crescimento sustentável da Prio no setor energético.






