O presidente do Conselho de Consumidores da ENEL Distribuição Ceará – (Conerg) e representante da classe rural pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Antonio Erildo Lemos, e Sílvio Carlos Ribeiro Vieira Lima, secretário executivo do Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), se reuniram ontem com a equipe do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, em Brasília, para tratar de proposta para a alteração no horário de consumo de energia do consumidor intitulado “Rural Irrigante”.
Atualmente, os usuários que utilizam energia elétrica para irrigação ou atividades agrícolas durante o período das 21h30 às 6h da manhã, totalizando cerca de 8 horas e meia, podem se beneficiar de uma tarifa diferenciada. Os consumidores do grupo A, que são clientes de alta tensão, recebem um desconto de 90%, enquanto aqueles do grupo B desfrutam de um desconto de 70% na região Nordeste, especialmente no Ceará. Diante disso, uma das discussões abordadas foi o papel da energia sustentável nesse cenário.
“A energia gerada, principalmente pela solar, está sobrando no Sistema Interligado Nacional (SIN) no horário de meio dia, e gera mais energia do que consome. Então, está sendo estudado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e também pelo Ministério de Minas e Energias uma proposta para se tornar lei, em que deslocaria parte dessas horas para o horário de meio dia. De 11h da manhã até às 15h, onde está sobrando energia”, explica Silvio Carlos.
Iniciativas
Essas iniciativas são essenciais para fortalecer o setor agrícola, especialmente em períodos de estiagem ou quando os custos de produção aumentam. A energia elétrica desempenha um papel crucial na irrigação, e tarifas especiais podem significar uma diferença significativa na viabilidade das atividades econômicas rurais. “Irrigar a planta durante o dia é muito mais importante porque a planta está muito mais necessitada de água do que durante a madrugada”, ressalta Lemos.
Segundo Luiz Roberto Barcelos, presidente da Rede Nacional de Irrigantes (Renai), é de extrema importância esse olhar mais atento ao setor que garante a segurança alimentar no país. “É importante termos uma atenção muito especial com a irrigação porque ela vai permitir a uma tecnologia que vai possibilitar a produção de mais alimentos em um único lugar. Com a irrigação você pode fazer até três safras. Hoje, significa que você não precisa desmatar áreas novas para aumentar a produção dos alimentos”, pontua.




