A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do Brasil, divulgou os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2025, com desempenho histórico. A empresa alcançou uma receita líquida de R$ 2,3 bilhões, o que representa um crescimento de 19,1% em comparação ao mesmo período de 2024. O EBITDA ajustado somou R$ 943,7 milhões, com alta de 34% e margem de 40,5%. Já o lucro líquido teve um salto expressivo, atingindo R$ 510,7 milhões – avanço de 123,1% na comparação anual.
No período, a companhia realizou diversas aquisições estratégicas, tanto de terras quanto de empresas. Foram adquiridos 47.822 hectares da Agrícola Xingú, sendo 39.987 hectares localizados na Bahia e 7.835 hectares em Minas Gerais. Além disso, a SLC comprou a Sierentz Agro Brasil Ltda., ampliando sua área arrendada em aproximadamente 100 mil hectares, e adquiriu os 47,8% restantes da SLC-MIT Empreendimentos Agrícolas S.A., tornando-se única controladora da joint venture.
Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores, Ivo Brum, o início do ano foi extremamente positivo. Ele destaca que os bons resultados financeiros e as aquisições reforçam a trajetória de crescimento da companhia e sua relevância no setor agro. “Estamos construindo uma empresa mais moderna, sustentável e com protagonismo crescente no agronegócio brasileiro”, afirmou.
Mesmo com o bom desempenho operacional, a geração de caixa no trimestre foi negativa em R$ 1,4 bilhão. Esse resultado era esperado, em função dos pagamentos realizados pelas aquisições das fazendas Paysandu e Paladino e de uma propriedade em Unaí (MG), que somaram R$ 636,5 milhões. Também foram pagos os insumos da safra e a última parcela da compra da participação minoritária na SLC LandCo. Apesar disso, a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado permaneceu saudável, em 2,27 vezes.
Os investimentos (CAPEX) do trimestre somaram R$ 1,034 bilhão, valor próximo ao total investido em todo o ano de 2024. As aquisições de terras e ativos representaram a maior parte desse montante (81%, ou R$ 842 milhões). Outros 12% foram destinados à compra de máquinas e implementos agrícolas, como 10 plantadeiras, 9 tratores e 16 pulverizadores. Os 7% restantes foram aplicados em outros ativos.
Na frente de sementes, a SLC Sementes obteve a certificação NBR ISO 9001:2015, que fortalece a rastreabilidade da origem das sementes. A expectativa para 2025 é comercializar e utilizar internamente 1,4 milhão de sacas de sementes de soja, aumento de 12% em relação ao ano anterior. Para sementes de algodão, a projeção é de 145 mil sacas, com leve crescimento de 1,2%.
No pilar ESG, a companhia se consolidou como a maior em agricultura regenerativa certificada nas Américas, com 181 mil hectares reconhecidos pelo padrão internacional Regenagri. Também manteve presença no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 e obteve destaque nas avaliações do CDP e MSCI, reforçando seu compromisso com práticas sustentáveis e com a meta de neutralidade de carbono até 2030.






