O fundo imobiliário SNEL11 voltou a chamar atenção dos investidores na B3 ao negociar mais de R$ 10,3 milhões nesta última terça-feira (16), repetindo o forte volume registrado no pregão anterior.
O movimento ocorre em um momento em que o mercado volta seus olhos para a infraestrutura energética necessária para sustentar o avanço da inteligência artificial, dos data centers e das novas tecnologias lideradas por gigantes como Elon Musk.
O fundo de infraestrutura da Suno Asset encerrou maio com cerca de R$ 92 milhões movimentados no mercado secundário e uma base superior a 105 mil cotistas, consolidando-se entre os veículos mais líquidos do segmento de energia renovável listado na Bolsa brasileira.
Afinal, embora seja difícil identificar quais empresas sairão vencedoras da corrida entre inteligência artificial, criptomoedas, computação espacial e veículos autônomos, existe um fator comum a todas elas: a necessidade crescente de energia.
De Elon Musk a Greg Abel: energia vira protagonista da nova economia
A discussão ganhou força após a estreia histórica da SpaceX na Nasdaq. A companhia fundada por Elon Musk movimentou US$ 85,7 bilhões em seu IPO e viu suas ações dispararem 19% no primeiro pregão. Dias depois, os papéis voltaram a subir, levando o valor de mercado da empresa para cerca de US$ 2,8 trilhões, ultrapassando a Amazon.
Em vídeo publicado no X, Musk afirmou que os futuros data centers espaciais dependerão essencialmente de três elementos: capacidade de transporte, chips de inteligência artificial e geração de energia.
Em outra publicação, em 2025, Musk reforçou sua visão de longo prazo ao afirmar que “Solar is ~100% of energy long-term”, indicando que a energia solar poderá responder pela maior parte da demanda energética mundial no futuro.
A tese também encontra respaldo em Greg Abel, atual CEO da Berkshire Hathaway e sucessor de Warren Buffett. Ex-presidente da Berkshire Hathaway Energy, Abel construiu sua trajetória apostando na expansão da infraestrutura de geração solar e eólica, com foco em ativos capazes de fornecer energia de forma previsível e escalável.
SNEL11 pagará yield de 1,18% ao mês e mantém dois anos de regularidade
Recentemente, o SNEL11 anunciou a manutenção de seus dividendos em R$ 0,10 por cota, preservando uma estabilidade que já dura 24 meses.
De acordo com o comunicado divulgado ao mercado, terão direito ao recebimento dos proventos os investidores posicionados no fundo até o encerramento do pregão de 15 de junho de 2026.
O pagamento está previsto para ocorrer em 25 de junho. Com isso, o SNEL11 alcança a marca de 24 meses consecutivos distribuindo o mesmo patamar aos cotistas.
Considerando o preço de fechamento da cota em maio, de R$ 8,50, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,18%. Em termos anualizados, o patamar equivale a cerca de 14,12%, desconsiderando o efeito de reinvestimento dos proventos.






