O Electrolux Group, dono das marcas Electrolux e Continental, anunciou nesta última sexta-feira a inauguração de sua maior fábrica na América Latina. Localizada em São José dos Pinhais, no Paraná, o projeto vai receber investimentos da ordem de R$ 700 milhões até 2026, na primeira fase do projeto.
A unidade vai produzir liquidificadores e ventiladores da marca Electrolux, produtos até então importados. A expectativa é que a fábrica alcance sua capacidade em dois anos, com a entrega de mais de 5 milhões de produtos por ano ao mercado brasileiro, representando 25% do faturamento de eletroportáteis da empresa no Brasil.
A expectativa da companhia, que tem sede na Suécia, é que a nova unidade gere cerca de dois mil empregos. Nesse primeiro momento, a unidade vai ocupar cerca de 300 mil metros quadrados de uma área total de 1,5 milhão de metros quadrados.
Leandro Jasiocha, CEO do Electrolux Group na América Latina, disse, em entrevista ao GLOBO, que esse é o maior projeto da companhia na América Latina.
— Hoje, o Brasil é o maior mercado do mundo para a marca Electrolux, que já está presente em mais de 70% dos lares. Essa posição colocou o país como um mercado estratégico. Com esse investimento, nosso objetivo é aumentar a nossa presença em novas categorias, como a de liquidificadores e ventiladores — disse Jasiocha, destacando que a marca já está entre as principais na categoria de linha branca.
Segundo ele, a produção local vai permitir aumentar a competitividade da marca nos dois segmentos, que contam com mais de dez milhões de unidades vendidas anualmente.
— Estávamos fora desses mercados. Agora, vamos ter um preço adequado para brigar pela vice-liderança do segmento de eletroportáteis. Desenvolvemos produtos específicos para a produção no Brasil. A gente estuda os hábitos do consumidor — afirma ele, destacando que, entre as tecnologias específicas, estão o fluxo do ventilador com alcance de 17 metros e o novo sistema de trituração no liquidificador.
Ramez Chamma, COO do Electrolux Group na América Latina, disse que a produção local nos segmentos de liquidificador e ventilador é uma forma de crescer no país:
— São categorias em que ainda não estamos presentes. E, com isso, conseguimos aumentar a fatia de mercado da marca no Brasil.
Segundo Chamma, em relação à reposição e à assistência técnica, a marca tem mais de 600 oficinas autorizadas espalhadas pelo Brasil.
-Nenhum projeto sai se não tiver um kit de reposição. O índice de falha é de 1%, o que é baixo. Nenhum produto é lançado sem ter o kit de reposição. E essas peças já estão aqui.
Na nova unidade, não há planos para a produção da marca Continental, que tem foco em geladeira e fogão.
Além dessas duas categorias, a unidade vai produzir também aspiradores de pó, purificadores de água e lavadoras de alta pressão, produtos que eram fabricados na unidade de Curitiba. Com isso, cerca de 95% dos funcionários que atuavam na fabricação desses produtos foram transferidos.
O executivo lembra que a produção será voltada basicamente para o mercado brasileiro. Ele lembra ainda que, a partir de 2027, o complexo entrará em uma nova fase de investimento. O complexo terá ainda fabricação de componentes, como injetoras e peças plásticas, além de estamparia.
— Temos ainda uma área para fornecedores. E estamos em negociação para trazê-los para cá. A unidade de São José vai funcionar como uma espécie de hub para as outras unidades, de forma a aumentar a nossa eficiência. O objetivo é que os investimentos sejam contínuos — explicou Jasiocha.
Chamma lembra que a unidade no Paraná — a quinta do país — representa o maior valor á feito na América Latina.
-A unidade em São José dos Pinhais terá a maior capacidade fabril em volume. Hoje São Carlos é maior, com 4,5 milhões de capacidade de produção em cooktops, fornos, fogões e lavadoras de roupa.






