O avanço das redes sociais e da comunicação digital transformou o conteúdo audiovisual em um dos principais ativos das empresas.
Se antes produzir fotos e vídeos era um diferencial competitivo, hoje a presença constante em plataformas digitais passou a ser uma exigência. Isso, válido para negócios de todos os portes.
Esse movimento acompanha o crescimento da chamada creator economy. Mercado formado por criadores de conteúdo, fotógrafos, videomakers e profissionais especializados na produção de materiais para empresas, marcas e influenciadores.
Ao mesmo tempo, a expansão da inteligência artificial levanta dúvidas sobre o futuro desses profissionais. Além de, sobre como o setor deve se organizar nos próximos anos.
Para João Ricardo Barreto, CEO da UPAR, o audiovisual deixou de ser um investimento opcional e passou a fazer parte da estratégia de posicionamento das empresas.
“Hoje o audiovisual não é mais um diferencial. Para existir em qualquer mercado, uma empresa precisa produzir conteúdo, mostrar seus produtos, seus serviços e demonstrar de forma visual o que ela entrega para os clientes. Isso virou uma necessidade de posicionamento”, afirma.
Mercado ainda convive com informalidade
Embora a demanda por conteúdo cresça de forma acelerada, a contratação de fotógrafos e videomakers ainda acontece, em muitos casos, de maneira informal, dificultando a conexão entre profissionais e clientes.
Segundo Barreto, a proposta da UPAR é justamente estruturar esse mercado por meio de um ambiente digital que reúna oferta e demanda em um único ecossistema.
A plataforma funciona por meio de dois aplicativos distintos. Enquanto o UPAR Pro é voltado aos profissionais, que cadastram seus serviços e pacotes, o UPAR Client permite que pessoas físicas e empresas encontrem e contratem esses serviços de acordo com suas necessidades.
“A UPAR existe justamente para centralizar e formalizar a oferta e a demanda por esses serviços. Os profissionais conseguem apresentar seus pacotes de forma organizada, enquanto clientes e empresas contratam exatamente aquilo que faz sentido para cada projeto”, explica o executivo.
Na prática, fotógrafos e videomakers podem oferecer diferentes formatos de atendimento, definindo preços, quantidade de imagens, cobertura de eventos e outros serviços diretamente pela plataforma.
Inteligência artificial deve ampliar produtividade
O crescimento da inteligência artificial também começa a transformar a rotina dos profissionais do audiovisual. Ferramentas capazes de editar imagens, selecionar vídeos e automatizar tarefas vêm reduzindo o tempo gasto em atividades operacionais.
Apesar disso, Barreto acredita que a tecnologia ainda está longe de substituir completamente o trabalho humano.
Segundo ele, a IA deve atuar principalmente como ferramenta de apoio aos criadores, aumentando produtividade sem eliminar a necessidade de profissionais especializados.
“A inteligência artificial é uma grande ferramenta de auxílio para edição, tratamento de imagens e automatização de processos. Mas não a enxergamos como substituta desses profissionais no curto e médio prazo. O fator humano continua extremamente presente nessa operação.”
O executivo afirma que pesquisas de mercado já mostram sinais de desgaste em relação aos conteúdos produzidos exclusivamente por inteligência artificial.
“As pessoas estão um pouco fadigadas desses conteúdos gerados por IA. Mesmo quando eles são muito bem produzidos, ainda existe a necessidade de um olhar humano para fazer o briefing, a curadoria e garantir autenticidade ao material”, diz.
Economia criativa deve continuar crescendo
Na avaliação de Barreto, a tendência é que empresas produzam cada vez mais conteúdo para fortalecer presença digital e relacionamento com consumidores.
Nesse cenário, profissionais do audiovisual devem ganhar espaço, impulsionados por plataformas que aproximam clientes e fornecedores e por tecnologias capazes de tornar a produção mais eficiente.
Por fim, para o CEO da UPAR, a inteligência artificial deve acelerar esse processo ao assumir tarefas repetitivas, permitindo que fotógrafos, videomakers e criadores concentrem esforços em atividades mais estratégicas e criativas.






