A Amazon intensificou sua expansão logística no Brasil nos últimos meses. Nos últimos 18 meses, a companhia adicionou 240 hubs de distribuição ao país e, além disso, acelerou significativamente o ritmo de crescimento da operação.
Enquanto anteriormente a empresa inaugurava cerca de um centro logístico por semana, agora a meta para 2026 é abrir três unidades semanalmente. Com isso, a companhia já soma 300 estruturas distribuídas pelos 26 estados brasileiros.
Atualmente, a rede permite entregas no mesmo dia em aproximadamente 200 cidades. Além disso, cerca de 3.600 municípios já contam com entregas realizadas no dia seguinte à compra.
Ao mesmo tempo, a empresa também promoveu mudanças internas e lançou novos serviços voltados ao fortalecimento do ecossistema de vendas.
Amazon aposta em logística para vendedores parceiros
Além da expansão física, a companhia lançou uma plataforma de fulfillment terceirizado voltada aos vendedores do marketplace.
Dessa forma, a empresa busca ampliar sua participação em um segmento que movimenta aproximadamente US$ 1,3 trilhão no mercado global.
Segundo dados da própria companhia, os serviços prestados a vendedores terceiros geraram US$ 172 bilhões em receitas em 2025. Como resultado, essa área respondeu por cerca de 24% do faturamento total da Amazon no período.
Nesse contexto, a empresa reforça sua estratégia de transformar a logística em uma importante fonte de crescimento para os próximos anos.
Reestruturação reduz níveis hierárquicos
Paralelamente à expansão operacional, a Amazon promoveu mudanças em sua estrutura administrativa.
No início deste ano, a companhia eliminou dois níveis de gestão na operação brasileira. Com isso, Amit Agarwal, vice-presidente sênior de vendas internacionais, passou a manter contato direto com Juliana Sztrajtman, responsável pelos negócios da empresa no Brasil.
Segundo a companhia, a iniciativa faz parte de um movimento global voltado à simplificação da estrutura corporativa e à aceleração dos processos decisórios.
Além disso, a Amazon informa ter investido cerca de R$ 55 bilhões no país ao longo dos últimos dez anos.
Como reflexo desse avanço, a empresa cadastrou mais produtos em seu marketplace apenas no primeiro trimestre de 2026 do que durante todo o ano de 2025.
Mercado Livre mantém vantagem em infraestrutura
Apesar da expansão acelerada da Amazon, o Mercado Livre continua liderando a disputa logística no Brasil.
Atualmente, a companhia opera cerca de 3,4 milhões de metros quadrados de área logística no país. Em comparação, a Amazon possui aproximadamente 709 mil metros quadrados, enquanto a Shopee conta com cerca de 1,2 milhão de metros quadrados.
Além disso, o Mercado Livre absorveu 500 milhões de pacotes adicionais em 2025, registrando crescimento de 41% no volume de envios.






