A Azul anunciou uma mudança relevante em sua estrutura executiva ao confirmar a chegada de Antonio Carlos Garcia como novo diretor financeiro (CFO).
O executivo deixa a Embraer, onde ocupava o mesmo cargo desde 2020, para assumir a posição na companhia aérea a partir de 20 de abril, sujeito à aprovação do conselho.
A movimentação ocorre em um momento estratégico para o setor aéreo, marcado por desafios operacionais, pressão de custos e necessidade de disciplina financeira.
A escolha de um executivo com experiência em uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo sinaliza foco em eficiência e fortalecimento da governança.
Saída de Garcia
A Embraer informou, em fato relevante, que a saída de Garcia ocorreu por decisão pessoal. Durante sua gestão, o executivo teve papel central na consolidação da disciplina financeira da companhia e no relacionamento com investidores, contribuindo para a execução da estratégia de longo prazo.
Com a renúncia, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, assumirá interinamente a função de CFO, acumulando cargos até a definição de um substituto permanente. Segundo a empresa, a transição busca garantir continuidade operacional e estabilidade na gestão financeira.
A fabricante também ressaltou que a mudança não altera sua estratégia, operações ou compromissos financeiros, mantendo a confiança na solidez de sua posição de caixa e no desempenho dos negócios.
Além disso, o anúncio ocorre poucos dias após a Embraer divulgar resultados operacionais positivos no primeiro trimestre de 2026, com avanço nas entregas de aeronaves em diferentes segmentos.
No período, foram entregues 44 aeronaves, incluindo unidades de aviação comercial, executiva e defesa, refletindo crescimento relevante frente ao mesmo intervalo do ano anterior.
A aviação comercial registrou aumento de 43% nas entregas, enquanto a aviação executiva avançou 26%, impulsionada pela demanda consistente por jatos leves e médios. Já o segmento de defesa manteve entregas estáveis, com destaque para o KC-390 Millennium.
Para 2026, a Embraer projeta crescimento moderado nas entregas, com estimativas de até 85 aeronaves comerciais e até 170 jatos executivos.
Por fim, a ida de Garcia para a Azul ocorre em um momento em que a companhia aérea busca fortalecer sua estrutura financeira e enfrentar um ambiente desafiador, com custos elevados e maior exigência de eficiência operacional.






