A China deu um passo importante no desenvolvimento de foguetes reutilizáveis ao realizar com sucesso o primeiro teste de um sistema marítimo de recuperação de propulsores de classe orbital. O experimento, realizado nesta sexta-feira (10), utilizou um foguete Long March 10B e representa um marco para os planos do país de reduzir os custos de lançamento e ampliar sua competitividade no setor espacial.
Durante a missão, o primeiro estágio do foguete retornou de forma controlada após a separação e foi capturado por uma plataforma flutuante equipada com uma grande rede. Diferentemente do método adotado pela SpaceX, que utiliza pernas de pouso para aterrissagem vertical, o sistema chinês emprega ganchos instalados no propulsor para prendê-lo à estrutura marítima, reduzindo o peso da aeronave e aumentando sua capacidade de carga útil.
O foguete Long March 10B foi desenvolvido pela Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento (CALT) e possui capacidade para transportar pelo menos 16 toneladas para a órbita baixa da Terra. Segundo a agência estatal chinesa, o propulsor recuperado deverá ser reutilizado ainda este ano em um novo lançamento, reforçando a estratégia do país de desenvolver sistemas espaciais parcialmente reutilizáveis.
A reutilização de foguetes é considerada um dos principais fatores para reduzir os custos das missões espaciais e acelerar a implantação de grandes constelações de satélites. O sucesso do teste aproxima a China dos Estados Unidos nesse segmento, hoje liderado pela SpaceX, e fortalece a meta de Pequim de consolidar sua posição como uma das principais potências espaciais até 2030.






