O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira com queda moderada, em sua quinta sessão consecutiva de baixa, enquanto o dólar avançou diante da maior cautela dos investidores com as tensões no Oriente Médio. O índice brasileiro recuou 0,19%, aos 171.949 pontos, enquanto a moeda norte-americana fechou a R$ 5,1106, alta de 0,53%.
O cenário internacional voltou a pesar sobre os mercados. As incertezas relacionadas ao conflito na região e à segurança da navegação no Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte de petróleo, mantiveram os investidores mais defensivos. A possibilidade de interrupções no fluxo de energia também contribuiu para a alta da commodity, aumentando as preocupações sobre os efeitos que uma eventual escalada do conflito poderia provocar sobre a inflação global.
Na Bolsa brasileira, a queda foi limitada pelo desempenho de algumas empresas ligadas às commodities. Petrobras e Vale estiveram entre os papéis que ajudaram a reduzir as perdas do índice, enquanto ações de bancos pressionaram o Ibovespa durante a sessão.
O mercado também manteve atenção voltada aos Estados Unidos, especialmente à divulgação dos próximos dados de inflação. Os números poderão influenciar as expectativas sobre os juros do Federal Reserve (Fed) e, consequentemente, o fluxo de recursos para mercados emergentes como o Brasil.
No câmbio, a valorização do dólar refletiu a busca por proteção diante das incertezas geopolíticas. O movimento mostra que, mesmo com o Ibovespa conseguindo limitar as perdas, os investidores continuam adotando uma postura cautelosa enquanto aguardam novos sinais sobre o conflito no Oriente Médio e sobre a trajetória da política monetária norte-americana.
Analistas avaliam que o comportamento dos mercados brasileiros continuará bastante condicionado ao cenário externo nos próximos dias. Uma eventual redução das tensões poderia aliviar o petróleo e favorecer ativos de risco, enquanto uma nova escalada do conflito tende a fortalecer o dólar e aumentar a volatilidade nas bolsas globais.






