A Agência Nacional de Aviação Civil realizou nesta última segunda-feira (30) o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, com expectativa de atrair ao menos R$ 932,8 milhões em investimentos.
O evento aconteceu ontem (30), às 15h, na sede da B3, em São Paulo.
O processo teve como objetivo transferir o controle total da concessão do aeroporto para um novo operador.
Atualmente, a concessionária RIOgaleão, formada pela Vinci Compass e pela Changi Airports, detém 51% das ações, enquanto a Infraero possui os 49% restantes.
Com a conclusão da operação, os atuais acionistas deixarão o negócio, permitindo que o vencedor assuma integralmente a gestão, incluindo direitos, obrigações e contratos vigentes.
O novo controlador também ficará responsável por explorar, manter e expandir a infraestrutura do terminal.
Novo modelo busca atrair investidores
A venda assistida foi estruturada a partir de um acordo entre o governo federal, a concessionária e o Tribunal de Contas da União, com ajustes no contrato original firmado em 2013 para tornar o ativo mais atrativo.
Entre as principais mudanças está a substituição da contribuição fixa por um pagamento variável equivalente a 20% da receita até 2039.
Além disso, foi retirada a obrigação de construção de uma terceira pista no aeroporto e formalizada a saída da Infraero da sociedade.
Outro ponto relevante é a criação de um mecanismo de compensação relacionado ao Aeroporto Santos Dumont.
Caso haja alterações nas regras de operação do terminal, considerado concorrente direto, o novo operador do Galeão poderá solicitar compensações.
Movimento de recuperação do fluxo de passageiros
Apesar de operar abaixo da capacidade total, estimada em 37 milhões de passageiros por ano, o Galeão vem registrando recuperação gradual no fluxo.
Em 2025, o aeroporto movimentou 17,9 milhões de viajantes, crescimento de 23,4% em relação ao ano anterior.
O terminal registra atualmente cerca de 340 voos domésticos e 110 internacionais por dia. Isso entre pousos e decolagens, indicando retomada da demanda e potencial de crescimento para os próximos anos.






