A Raízen, empresa fundada por Rubens Ometto e controlada por Shell e Cosan, apresentou uma contraproposta aos credores para avançar com seu plano de recuperação extrajudicial de R$ 65 bilhões.
A nova oferta prevê um aporte maior de recursos em um aumento de capital da companhia, que atua nos setores de açúcar e etanol.
A companhia tem até o início de junho para conseguir o aval da maioria dos credores.
Mesmo assim, a Raízen não pretende abrir mão de manter Rubens Ometto na presidência do conselho de administração.
De acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg, na proposta apresentada na noite desse último sábado (25), a Raízen informou aos credores que está em negociações para captar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em novo capital.
A proposta foi bem recebida pelos detentores da dívida, que haviam sugerido que os atuais acionistas injetassem R$ 8 bilhões na companhia.
No entanto, a Raízen rejeitou outras mudanças pedidas pelos credores, como a perda de controle do conselho de administração.
Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, o capital previsto na nova proposta seria, então, adicional aos R$ 4 bilhões que Shell e Rubens Ometto já prometeram aportar na Raízen.
Ainda não está claro, porém, de onde virão os novos recursos. A Cosan, que divide o controle da companhia com a Shell, não deve injetar dinheiro no negócio.
A Raízen resiste às exigências dos credores para que os acionistas percam a maioria das cadeiras no conselho, segundo as fontes.
Nesse sentido, a empresa também rejeita a proposta de responsabilizar executivos por eventuais passivos que possam surgir no futuro.






