O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta última quinta-feira (18) que não percebeu sinais de irritação do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nas conversas mantidas com o governo americano durante as negociações para encerrar o conflito envolvendo Israel e Irã.
Durante entrevista coletiva na Casa Branca, Vance destacou a importância da parceria entre os dois países. Além disso, afirmou que Israel não deve se afastar de seu principal aliado estratégico.
De acordo com ele, os Estados Unidos têm apoiado o governo israelense em diferentes frentes nos últimos anos. Essa é, então, a razão pela qual espera a manutenção da cooperação entre os dois países.
Relação entre Trump e Netanyahu vive momento de tensão
Nesse sentido, as declarações ocorrem em meio a divergências recentes entre Washington e Tel Aviv sobre a condução das operações militares na região.
Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Netanyahu precisava agir com mais responsabilidade em relação ao Líbano.
Já na quarta-feira, Trump elevou o tom das críticas e demonstrou frustração com a continuidade da campanha militar conduzida por Israel, principal aliado americano no Oriente Médio.
Prazo de 60 dias começa a valer
Além disso, Vance confirmou que o prazo de 60 dias previsto no memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Irã começou oficialmente nesta quinta-feira.
“Eu diria que o prazo de 60 dias começou oficialmente hoje”, afirmou o vice-presidente a jornalistas.
O período foi estabelecido para que as partes tentem avançar nas negociações e transformem o acordo provisório em um entendimento definitivo.
Estreito de Ormuz segue no centro das negociações
Sobre o futuro do Estreito de Ormuz após o fim do prazo, Vance reiterou a posição dos Estados Unidos de que a rota marítima deve permanecer aberta e livre de cobranças.
A passagem é estratégica para o comércio global de petróleo e gás natural e ganhou ainda mais relevância após as restrições impostas pelo Irã durante o conflito.
Segundo o vice-presidente, os detalhes sobre a administração futura da região deverão ser discutidos na próxima etapa das negociações.
“As negociações finais poderão definir os termos do que virá a seguir”, afirmou.
Analistas veem desafios para acordo definitivo
Embora o memorando tenha reduzido as tensões entre Washington e Teerã, diversos pontos considerados mais sensíveis foram deixados para uma fase posterior das conversas.
Por isso, especialistas avaliam que alcançar um acordo definitivo dentro do prazo de 60 dias pode ser uma tarefa complexa.
Apesar do avanço diplomático, ainda não há garantia de consenso sobre temas centrais, como o programa nuclear iraniano, o levantamento das sanções econômicas e a gestão do Estreito de Ormuz.






