O Ibovespa encerrou a última quinta-feira, 22 de outubro de 2026, em queda de 1,33%, aos 203.758 pontos, pressionado principalmente pelas ações da Vale, que recuaram cerca de 4%, e pelo movimento de cautela dos investidores antes do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. O dólar comercial avançou 0,22%, fechando cotado a R$ 5,038.
A sessão foi marcada por ajustes nas carteiras de investimento diante da proximidade da votação de domingo, 25 de outubro, e pelo desempenho negativo dos mercados internacionais. A incerteza sobre o resultado eleitoral e os rumos da política econômica brasileira levou parte dos investidores a reduzir a exposição a ativos de maior risco.
Durante o pregão, o Ibovespa chegou a recuar para perto dos 203 mil pontos. O movimento ampliou as perdas da Bolsa brasileira e refletiu também a pressão sobre ações de empresas de grande peso no índice, como Vale e bancos.
Vale lidera pressão sobre a Bolsa
As ações da Vale (VALE3) caíram aproximadamente 4%, figurando entre os principais fatores de pressão sobre o Ibovespa. Por ter participação relevante na composição do índice, a mineradora exerce influência significativa sobre o resultado diário da Bolsa brasileira.
O desempenho negativo ocorreu em meio à fraqueza das ações ligadas à mineração e à siderurgia, setores sensíveis às perspectivas de demanda por matérias-primas, especialmente na China. As oscilações dos preços do minério de ferro e as expectativas para a atividade industrial chinesa continuam entre os fatores observados pelos investidores.
Além da Vale, outras companhias ligadas a commodities e ao mercado doméstico também registraram perdas. As ações da Bradespar, empresa que possui participação na mineradora, acompanharam a pressão sobre o setor.
Os bancos também contribuíram para o movimento negativo. Itaú Unibanco e Bradesco recuaram, ampliando o impacto sobre o índice. Em contrapartida, algumas ações conseguiram avançar durante a sessão, mas os ganhos não foram suficientes para compensar as perdas dos papéis de maior peso.
Eleições aumentam a cautela dos investidores
A proximidade do segundo turno presidencial permaneceu no centro das atenções do mercado financeiro. A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) segue apertada nas pesquisas, aumentando a incerteza sobre a composição e as prioridades econômicas do próximo governo.
Os investidores acompanham principalmente as perspectivas para as contas públicas, o controle das despesas e a condução da política econômica. Esses fatores influenciam as expectativas para os juros, o câmbio e a rentabilidade das empresas brasileiras.
Nas sessões anteriores, o mercado alternou momentos de valorização e realização de lucros conforme reagia às pesquisas eleitorais. Com a votação se aproximando, parte dos participantes prefere reduzir posições e aguardar o resultado antes de realizar novos investimentos.
Esse comportamento pode aumentar a volatilidade no curto prazo, especialmente em ações mais sensíveis às expectativas econômicas e políticas. A reação dos ativos após a eleição dependerá não apenas do resultado das urnas, mas também das sinalizações sobre as medidas que poderão ser adotadas pelo próximo governo.






